Atitude

Abertura dos Jogos Paralímpicos

Superação e inclusão marcam o espetáculo no Maracanã

Mesmo sem ter sido transmitida pela maioria dos canais abertos, a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio deu o que falar. Alegria, coragem e superação foram as marcas do evento, que chegou aosTop Trends do Twitter. O Maracanã serviu de palco para o espetáculo,cuja direção criativa foi assinada por Marcelo Rubens Paiva, pelo artista plástico Vik Muniz e pelo designer Fred Gelli.

O dia começou cedo pra Cleo, com a preparação para o revezamento da Tocha Paralímpica: ela esteve reunida com os demais convidados e assistiu a uma aula para esse momento tão importante, que antecedeu a abertura. Antes de chegar ao estádio, a chama paralímpica percorreu grande parte da orla carioca. O revezamento teve início às 8h, entre o Recreio e a Barra da Tijuca. Cleo estava nervosa com o compromisso e a emoção de participar do revezamento.

revezamento

Já à noite, no Maracanã, a cerimônia de abertura começou com um vídeo que tinha como protagonista Sir Philip Craven, medalhista paralímpico britânico do basquete nos anos 1970 e hoje presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), com um discurso emocionante e comovente que deu o tom da cerimônia. Em seguida, houve a representação de um fim de tarde carioca, com uma roda de samba que, mais uma vez, mostrou a riqueza musical e a vitalidade do Brasil. De repente, o Maracanã se transformou em praia, na qual passeavam os típicos vendedores ambulantes, as famosas barracas e o tradicional aplauso ao pôr do sol, tudo ao som da música de Gilberto Gil, que repetia: “O Rio de Janeiro continua lindo”.

[Vídeo] Amy Purdy dança durante abertura dos jogos. Confira.

Um momento emocionante aconteceu quando o hino do Brasil foi executado pelo maestro João Carlos Martins, que precisou abandonar o piano em um momento na carreira devido à atrofia nas mãos, mas logo retomou o instrumento, mostrando que ainda tem talento de sobra.Cores e diversidade marcaram a entrada das delegações no estádio. Cada uma trazia a sua frente uma peça para montar o imenso quebra-cabeças, que, ao final, com a última peça colocada(a do Brasil), formou um enorme coração pulsante de onde emergiam imagens e cores que iluminaram o estádio.

A ex-atleta Márcia Malsar carregou a chama dentro do estádio, emocionou o público e foi muito aplaudida. O momento mais esperado da noite, o acendimento da pira olímpica, ficou por conta do Tubarão, como é conhecido o nadador Clodoaldo Silva, um dos maiores medalhistas dos país nos Jogos Paralímpicos.

[Vídeo] Clodoaldo Silva, multimedalhista, acende a pira paraolímpica. Assista.

A competição dos paratletas acontece de 7 a 18 de setembro, com 528 provas que valem 265 medalhas masculinas, 225 femininas e 38 mistas. Serão mais de 4.300 atletas de 178 países, competindo em 22 modalidades. Com regras e categorias específicas para cada tipo de deficiência, as Paralimpíadas distribuem mais medalhas do que as próprias Olimpíadas.

Vamos torcer pelos nossos atletas, pela superação dos limites e pela conquista de novas medalhas para o país. Os Jogos já estão a todo vapor e as boas notícias já começam a chegar: já temos nossa primeira medalha de prata, recebida por Odair Santos nos 5000m T11. É só o começo!

Galeria de Imagens

Inscreva-se na Newsletter do site da Cleo