Atitude
Ateliê Vivo

Ateliê Vivo

A possibilidade de criar sua própria roupa utilizando a modelagem de grandes estilistas.

Vivemos a moda diariamente ao nos vestirmos, e cada vez há mais busca por estilo próprio. No entanto não é fácil e nem barato estar sempre fashion, é preciso saber mesclar, combinar peças e estudar seu estilo e seus gostos para aprimorá-los. E indo além, atualmente a tendência makeyourself traz para moda a desconstrução do processo de feitio de uma peça, retornando ao básico, ao manual, ao único.

Potencializando a interação material (escolher tecido, cortar, costurar) e fazer o manual (todas as etapas são manuais, mesmo as que utilizam maquinários auxiliares) o Ateliê Vivo, em São Paulo, age de forma viva e ativa no ciclo de produção da moda. A moda como a conhecemos hoje, transfere e terceiriza aos processos industriais e mecanizados, toda produção e confecção de seus produtos, restando ao consumidor final a simples tarefa de escolher o que comprar.

O Ateliê Vivo se propõe a quebrar essa dinâmica substituindo o consumo vazio e sem reflexão, pelo fazer manual – consumir menos requer esforço e adaptação e fazer a própria roupa garante que o participante esteja atento aos seus impulsos de compra. O projeto é uma biblioteca pública de modelagem que tem como objetivo possibilitar as pessoas intervir na lógica da indústria da moda, retomando o conhecimento e a autonomia sobre a construção de uma roupa. Esse resgate das técnicas manuais surgiu a partir das inquietações dentro do G>E – Grupo maior que eu, coordenado pela artista Karlla Girotto, que hoje reside na Casa Povo no Bom Retiro.

Ateliê Vivo: Modelagens em cabides
Reprodução da Internet

A biblioteca foi formada a partir da doação do acervo de modelagem da artista Karlla, e na sequência recebeu doações de várias marcas e estilistas: Alexandre Herchcovitch, Wilson Ranieri, Eduardo Inagaki, Gustavo Silvestre, Ofelia Lott, Giselle Nasser, Fernanda Yamamoto, Luisa Enout, Gabi Cherubini, Tathiana Kurita, entre outros.
Ao escolher uma modelagem, cortar e costurar o participante é instigado a rever seu entendimento sobre as inúmeras ações que compõem o processo de criação de uma roupa.

Como funciona:

Abre todos os sábados para 10 participantes que devem colocar o nome na lista. As atividades tem início às 14h e vão até as 21h. O público é instruído sobre a necessidade de conhecimento prévio em corte e costura, e deve dispor de seu próprio tecido. Também são vendidos kits com tecidos e afins dentro do ateliê, e a renda é revertida para manutenção dele.

Caso não tenha conhecimento em corte e costura, todo o primeiro sábado do mês é oferecida uma aula básica de corte e costura, para instigar o público a pensar a autonomia nosso processo de construção de sua vestimenta. Ao final de um período de 7h é possível confeccionar uma peça de roupa do começo ao fim. O Ateliê vivo recebeu em torno de 500 pessoas.

Local:

Casa do Povo, Três Rios, 252 – Primeiro andar, Próximo ao metrô Tiradentes e Luz. A retirada de senhas no dia da participação acontece 30 minutos antes do início das atividades.

Ateliê Vivo: Mulher escolhe modelagens
Reprodução da Internet
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