Como se perder em...
Como se perder em… Japão

Como se perder em… Japão

A modernidade e a tradição caminham juntas

Ir ao Japão é ter a impressão de entrar numa máquina do tempo e avançar dezenas de anos. É um lugar onde tudo funciona, do jeito certo e na hora exata. As ruas são incrivelmente limpas (e olha que é muito difícil encontrar uma lixeira) e o povo extremamente educado. O senso de coletividade é algo impressionante e está nas pequenas coisas: ninguém entra no metrô antes das pessoas saírem, ninguém para em “fila dupla” na escada rolante atrapalhando a passagem, é proibido falar ao celular no transporte público e atravessar no sinal fechado, mesmo que não venha carro nenhum.

No metrô não há catracas e em toda esquina de Tóquio há maquinas de água/café/chá/suco/refrigerante super abastecidas e bem cuidadas. Não notei um choque cultural, passei por um encantamento cultural. Templos de 2 mil anos (muito conservados) e construções ultra modernas coexistem. Bairros com aspecto medieval, com senhoras japonesas passeando de quimono, e o centro de Tóquio com luzes e painéis gigantes e brilhantes. Tem também o bairro de Chibuya, com o maior cruzamento do mundo, Harajuko, com desfile de cosplay e Shinjuku, com a segunda maior estação de metrô do mundo, da onde, inclusive se pode pegar o Shinkansen – o trem bala. Aliás, um programa super japonês é comer um Bentô – uma espécie de marmita – durante uma viagem no trem de luxo. 

Por falar em comida, é tudo bem diferente da comida japonesa que comemos por aqui. Muitos caldos, algas, lamen e porco. Tudo bem exótico. Restaurantes bem pequenos e apertados, pois no Japão o qualquer espaço é disputadíssimo. As embalagens são lindas, mas preparem-se para surpresas: como dificilmente há descrição em inglês, é preciso contar com a sorte. Tipo, comprei um pão com o que me pareceu ser queijo, mas depois de provar, descobri ser pasta de amendoim. Ah, tem também os doces de feijão. 

Realmente, a maior dificuldade é a língua. Nem todos falam inglês e o japonês é impossível de entender. Aí restam os sinais, gestos e até desenhos para se comunicar. Mas uma hora a gente acaba se acostumando. Uma dica imperdível é pegar o trem bala e ir até Hiroshima, que contrariando todas as expectativas, é uma cidade linda, cheia de vida e arborizada. Mas é impossível não se emocionar no museu e memorial da Bomba Atômica. É uma lugar que grita pela paz no mundo. Ah, a comida típica de Hiroshima – Okonomyaki – uma espécie de x-tudo japonês, é deliciosa!

Para fechar com chave de ouro, um passeio aos templos budistas é fundamental. Há muitos e em toda parte. Alguns mais simples e outros majestosos. Vale destacar uma organização budista chamada Soka Gakkai, com a sede no bairro de Shinanomati, Tóquio, que difunde os ideais de criação de valor, paz, cultura e educação para o mundo todo. 

Sem dúvidas, a ida ao Japão é uma experiência transformadora.

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