Atitude

A gincana emocional de Tati

Em Qualquer Gato Vira-Lata 1 e 2 Cleo viveu personagem apaixonada e ciumenta

Tati, a personagem de Cleo na franquia Qualquer Gato Vira-Lata (2011/2015) é uma de suas personagens mais alegre e diferente. Os papéis densos fazem parte de sua carreira, e com Tati a comédia pode vir à tona. Era 2011 quando estreou nos cinemas nacionais o primeiro filme. Nele era acompanhado o triângulo amoroso vivido pela personagem entre Marcelo (Dudu Azevedo) e Conrado, vivido por Malvino Salvador, que já foi par de Cleo algumas vezes. Após ser abandonada pelo namorado (Marcelo), pede ajuda ao professor de biologia da universidade em que estuda- Conrado. Ele por sua vez vira seu terapeuta comportamental para que ela possa reconquistar o ex.

Cena de Qualquer Gato Vira-Lata | A gincana emocional de Tati
Reprodução da Internet

Como uma boa comédia romântica aos moldes norte-americanos, o tiro sai pela culatra e Conrado se apaixona por Tati. E não para por aí, a ex-mulher dele é vizinha do ex-namorado de Tati, e se diz apaixonada por ele. Que confusão! E que se complica mais ainda quando Tati tem que decidir com qual dos dois quer ficar, pois percebendo o interesse do professor por ela, Marcelo retoma as investidas.

O clima leve do filme, cômico, garante diversão do início ao fim. Cleo dá a personagem nuances nem tão sutis, o que fazem dela uma mulher nervosa, ciumenta, vivendo uma gincana emocional, como a própria Cleo definiu em entrevistas de lançamento do filme.

Casar ou não casar, eis a questão?

No segundo filme Tati aparece mais madura, mulher, dona de suas ações e resolve pedir Conrado, seu namorado em casamento. Perfeito, né? Só que não, pois ele fica tenso com a proposta e nega. Daí em diante já viu, do jeito que ela é, cheia de atitude, resolve se vingar do namorado e “ex futuro marido”, isso tudo durante uma viagem a Cancún no México. E como tudo sempre pode ficar ainda melhor, Dudu aparece por lá a fim de reconquistar a ex. Tem também a ex mulher Conrado que está palestrando na cidade, enfim, muita coisa para desenrolar essa história e deixar Tati ainda muito mais nervosa. Mas como tudo que é romance, o final é feliz.

“Eu me identifico com a Tati, ela tem um lado meu, óbvio, que perde o controle total emocional, e que tem vontade de entrar no banheiro, pôr o travesseiro na boca e gritar, e ela faz isso em público, olha que liberdade! A gente se divertiu muito fazendo”, Cleo em entrevista ao G1 em depoimento sobre o filme.

Uma das cenas ápices do filme é quando o pai de Tati, interpretado por Fábio Júnior, pai de Cleo, aparece para conversar com a filha sobre a vida e a relação deles. Um dos momentos mais emocionantes da obra.

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