Atitude

Mondrian e o movimento de Stijl

CCBB Rio recebe exposição do artista até 09 de janeiro

Mondrian e suas composições em cores primárias e traços pretos chegam ao Rio de Janeiro no Centro Cultural do Banco do Brasil no centro da cidade. Suas obras não se resumem somente a pequena definição citada a cima, a trajetória deste grande artista inicia em 1892, ao ingressar na Academia Real de Artes Visuais de Amsterdã. Durante este período, Mondrian produziu paisagens carregadas de cores escuras, que caracterizavam a pintura holandesa do século XIX.

Aos poucos, ele foi se aproximando dos movimentos artísticos que aconteciam na Europa, seus tons foram clareando e suas composições ficando mais ousadas à medida em que se aproximava dos pós-impressionistas franceses, como das cores e pinceladas vigorosas de Van Gogh ou do pontilhismo de Seurat. Em sequência, após uma influência temporária do cubismo, procurou formas de abstrair a realidade e buscar a essência da imagem.

Segundo o curador da exposição, Pieter Tjabbes, ressalta que:

“Organizamos tudo para que o visitante possa acompanhar esse percurso e entender que aqueles retângulos coloridos que povoam até hoje o imaginário do moderno, e são tão facilmente reconhecíveis, não nasceram de uma hora para outra, nem por acaso”.

A exposição retrata também a agitação provocada pela revista De Stijl (O Estilo), meio escolhido designers, arquitetos e artistas, como o próprio Mondrian, defendessem o neoplasticismo e a utopia da harmonia universal de todas as artes. A revista De Stijl circulou por 12 anos e seus princípios inspiraram artes plásticas, arquitetura, fotografia, design, literatura, tipografia e até mesmo moda. A maior parte do acervo é procedente do Museu Municipal de Haia (Gemeentemuseum, Den Haag), da Holanda, e Mondrian e o movimento De Stijl traz obras originais, maquetes, mobiliários, fotografia, documentários, fac-símiles e publicações de época que permitem compreender esta forma revolucionária de ver o mundo e as artes, que continua moderna desde 1917.

Serviço:

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – CentroCEP: 20010-000 / Rio de Janeiro (RJ)(21) 3808-2020
Data: 12/10 a 09/01
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.
*Entrada franca

Mondrian e a Moda

Assim como outros artistas famosos, Mondrian teve sua obra transformada em ícone fashion pelas mãos e Yves Saint Laurent, por meio do o vestido tubinho inspirado em Piet Mondrian que fez parte da coleção de 1965. O vestido fazia uma leitura da obra Composição, criada pelo artista, e se tornou um ícone da Alta Costura dos anos 60 estreitando os laços entre a moda e a arte moderna. O vestido é, vez ou outra, reproduzido pela grife e levado pelo movimento que começa a se disseminar hoje colocando Mondrian de novo em alta. As linhas simplificadas, limpas e baseadas em geometrismos, focadas na funcionalidade e na harmonia dos planos, ao mesmo tempo, estão de volta à moda, seja nas roupas, na decoração ou no design de uma forma geral.

Modelos de vestidos inspirados na arte de Mondrian
Reprodução da Internet
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