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Atitude: Projeto água nas escolas

ÁGUA NAS ESCOLAS

Uma ponte entre o desenvolvimento e a sustentabilidade

Louca por água doce, filha de Oxum, trás daí a ligação com esse elemento e as nuances que dele advém. Em janeiro deste ano Cleo chegou a Cabo Verde para implantar o projeto piloto de levar água potável a três escolas secundárias: Napoleão Fernandes (Santa Catarina de Santiago) e Alfredo da Cruz Silva em Santa Cruz e o Pólo do EBI do Lavadouro na Cidade da Praia por meio do projeto “Acesso à Água nas Escolas” – utilizando recursos próprios, ela retornou a Cabo Verde para cumprir uma promessa realizada em 2013, quando afirmou que ajudaria o local como embaixadora da Boa Vontade da Unesco Hidro EX.

“Eu queria ver evoluir e participar do crescimento de um lugar que eu me identifiquei. Na verdade eu achei que tava tendo uma grande oportunidade de participar de forma construtiva de algo que eu me apaixonei”, afirma.

O projeto permite aos alunos, professores e funcionários dessas escolas levarem uma garrafa de um litro e meio de água para casa. O propósito é levar água potável a mais de 10 mil  pessoas, entre a comunidade educativa e agregados familiares. Além do benefício do acesso a água, essencial para uma boa saúde, o projeto tem ainda, um importante componente de educação ambiental e para o desenvolvimento sustentável e educação para a cidadania. As direções das Escolas beneficiadas tiveram que implantar um Plano de Trabalho de Educação e Sensibilização para a utilização da água e dos equipamentos, não só nas escolas como em suas casas. Terão de ajudar os familiares nessa missão, num processo educativo dos mais novos para os mais velhos.

A atriz ressalta que o que sentiu lá a mobilizou, por de fato ter havido uma identificação e uma vontade de estar ali junto naquela missão imediata. O que chamou muito atenção foi como os cidadãos receberam o que estavam querendo fazer, não pareciam um povo a espera de uma salvação, eram pessoas que estavam pensando no país, em como evoluir, em como serem cidadãos, em agirem de forma mais proativa em sua localidade, isso em todos os setores- político, educacional e até mesmo de forma pessoal no dia a dia.

Para Cleo não adianta nada ter uma iniciativa que vem de fora e não gera nenhuma liderança no meio daquelas pessoas que estão vivendo aquilo. Mas já estava incutido neles, segundo ela, todos queriam a mesma coisa. E perceberam que o projeto poderia dar certo mesmo, e aquela iniciativa poderia dar continuidade e se tornar algo que fizesse diferença na vida de todos.

Foram quatro dias intensos de troca entre Cleo e os moradores das cidades visitadas, sempre recepcionada com sorriso no rosto e olhares curiosos, a viagem foi marcada pela alegria e descontração. Em muitos aspectos Cabo Verde se aproxima do Brasil, afirma , seja pela receptividade das pessoas, pelo clima tropical, ou até mesmo pelas dificuldades sociais enfrentadas por ambos, o que traz a vontade de estender o projeto até aqui.

“Eu quero trazer para o Brasil, e espero que este projeto que está sendo feito fora do Brasil por brasileiros possa chamar a atenção pro fato de que a gente precisa de projetos que vão além, trazendo educação, cultura e envolvimento dos cidadãos e da sociedade. Projetos que estimulem a liderança. Esse é a minha maior paixão na verdade. Acredito que por meio da água a gente consegue falar de educação, de liderança e eu quero muito trazer isso pro meu país”, Cleo.

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