Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente é importante para lembrarmos da necessidade de que nos coloquemos no centro da questão, pois somente por meio de atitudes conscientes poderemos assegurar que menos catástrofes venham a ocorrer. O dia 5 de junho foi escolhido como Dia Mundial do Meio Ambiente, em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo.

Essa data tem como objetivo principal chamar a atenção das comunidades mundiais e cidadãos, para a importância de preservar os recursos naturais, que até então eram considerados infinitos. Na Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, formam propostas novas formas de tratar essas questões envolvendo o meio ambiente. E princípios para a criação de políticas mundiais de preservação.

Bola de vidro refletindo uma árvore | Dia Mundial do Meio Ambiente
Reprodução da Internet

A conscientização sobre as necessidades mundiais relativas a preservação do sistema vem acontecendo há algum tempo, no entanto, é um trabalho constante e gradativo. A maior preocupação ainda são as grandes indústrias, que poluem grande parte do globo terrestre. Para elas, vem sendo estudadas propostas e tratados, alguns já ativos, de redução de poluentes no processo de fabricação de produtos, geração de resíduos e reaproveitamento de materiais antes descartados como inúteis.

Mesmo que tomemos atitudes corretas para melhor conviver em sociedade, como economizar água, energia elétrica, coletar lixo corretamente, entre outras coisas, seria de pouco impacto, ou quase nada, quando comparado aos grandes danos causados pela indústria de carne e lacticinosos, por exemplo. Para a fabricação de um hambúrguer de 114 gramas é utilizado quase 2,500 litros de água. Sendo assim, a produção de um hambúrguer equivale a dois meses de banhos curtos, afirma Kip Andersen, diretor do documentário Cowspiracy: O segredo da Sustentabilidade (2014).

No filme de Kip Andersen e Keegan Kuhn, segundo eles, a pecuária e seus derivados são responsáveis por, pelo menos, 32 mil milhões de toneladas Co² por ano, ou 51% de todas as emissões de gases com efeito estufa em todo o mundo; questões como aquecimento global, economia de água, e mudanças no sistema industrial de produção de carne e laticínios são esmiuçadas promovendo uma visão crítica sobre o assunto “preservação do meio ambiente”. O que nos leva a crer que as medidas a serem tomadas para que de fato preserve-se o sistema hoje existente, vai muito além de pequenas medidas e sim, a necessidade de uma modificação dos hábitos gerais.

Um dos projetos da ONU, estabelecidos para 2030 é eliminar a fome. Mas para que isso aconteça, as mudanças tem de ser feitas na dieta dos habitantes do planeta. Se a produção de carne vermelha consome 11 vezes mais água e polui 5 vezes mais do que a de galinha ou porcos, é preciso adotar uma dieta baseada em plantas. Comer é um ato político, definir o que entra ou não no seu prato, também, e isso pode decidir que rumo o planeta vai tomar.

Uma vaca atrás de uma grade, ao pôr do sol | Dia Mundial do Meio Ambiente
Reprodução da Internet

Muito ainda há para se estudar e debater sobre o meio ambiente, desperdícios, aquecimento global, indústrias e seus projetos de ordem impactante mundialmente. No entanto á valido se manter informado para poder se posicionar criticamente quando o assunto for a preservação do meio ambiente. Para que fique ainda por dentro do assunto e tenha materiais para analisar e discutir, listamos 5 filmes que tratam de forma interessante o assunto:

 

  • Uma verdade inconveniente (2006) – Davis Guggenheim
  • A última hora (2007) – Nadia Conners, Leila Conners
  • A hitória das coisas (2007) – Annie Leonard
  • Ilha das Flores (1999) – Jorge Furtado
  • Cowspiracy: O segredo da Sustentabilidade (2014) – Kip Andersen, keegan Kuhn

 

 

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Brave Kids: novos caminhos para crianças cariocas

O ator Creo Kellab quando criança fez parte de um projeto social em Minas Gerais, iniciou como voluntário no projeto Mais Caminhos após perceber a necessidade de retribuir o auxílio que recebera outrora. Ao longo de sua carreira, o mineiro, ao mudar-se para o Rio de Janeiro passou por inúmeras ocasiões, morou por meses na rodoviária do Rio, onde pode contar com auxílio de amigos e parceiros de trabalho até firmar-se como ator. Tempos depois, ao perceber que a vida dá algumas coisas e empresta outras, afirma ele, surgiu a necessidade de retribuir tudo que recebera desde criança.

“Sempre participei de projetos sociais aqui e ali. Mas pensei o que poderia fazer de verdade. Daí veio na cabeça à vontade e devolver o que eu recebi da vida. Iniciei como voluntário no Brave Kids, por meio do Mais Caminhos e entendi o real sentido da troca, cooperação e ajuda”, ressalta Creo.

Morador de Ipanema, próximo das comunidades Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, iniciou seu trabalho no Mais Caminhos como professor de teatro, dando aulas para crianças em idade pré-escolar para que elas pudessem exercer sua criatividade e a partir dela mostrar novos rumos e possibilidades dentro e fora das comunidades. Há dois anos recebeu o convite para ir à Polônia representar o Brasil, como líder de equipe, no projeto chamado Brave Kids, que une 20 países por 27 dias para discutir melhorias para crianças menos favorecidas, oferecendo esperança através da cultura de cada país.

Creo Kellab liderando crianças | Brave Kids: novos caminhos para crianças cariocas
Foto: Acervo pessoal de Creo Kellab

Creo participou como líder de seis crianças de 8 a 14 anos, criando um espetáculo que mostrava o Brasil, a comunidade, ponto de vista histórico de alguma expressão cultural. Foi certeiro o sucesso dos espetáculos e as participações em 2015 e 2016, culminando na chamada para fazer parte da equipe de direção do show final de 2017, de encontro dos 20 países participantes, com aproximadamente 120 crianças no palco, para um único show.

Este ano o projeto final de encontro das equipes, incluindo o Mais Caminhos, único representante brasileiro no projeto acontecerá em Julho na Polônia, no entanto é necessário auxilio para que o Creo possa estar presente representando o Brasil na direção desse projeto. Com a ideia de angariar fundos para participar vou criado um financiamento coletivo no Vakinha.com para que custear os gastos básicos da ida do líder para a Polônia para realização do projeto final. Parar participar basta acessar o link e doar.

“Estou muito feliz com o convite do Brave Kids deste ano e minha expectativa esse ano é poder usar todas as ferramentas que aprendi com o trabalho social e canalizar toda minha energia em função de 200 crianças carentes, e refugiados que lá estiverem. Vai ser incrível ser o primeiro brasileiro a compartilhar esse sentimento mundial de união, pontua Creo.

CLIQUE AQUI PARA CONTRIBUIR

Mais Caminhos

Fundada em 2009, o projeto Mais Caminhos tem como objetivo promover a educação e maximizar o potencial de crianças e adolescentes carentes das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo do Rio de Janeiro no período contrário ao seu turno escolar. Auxiliar esses jovens a realizar seus sonhos e fazê-los se empoderarem para que construam um futuro melhor e diferente é o foco principal do projeto que oferece apoio educacional e financeiro necessário para melhorar suas perspectivas futuras. No Mais Caminhos é criado um ambiente encorajador onde crianças e adolescentes carentes são tratados com respeito e tem a oportunidade de desenvolver habilidades e conhecimentos para capacitá-los para o caminho de uma vida bem-sucedida.

Brave Kids

O projeto Polonês Brave Kids tem como objetivo proporcionar o entendimento transcultural entre jovens e crianças de diferentes países e culturas, por meio de processo artísticos colaborativos. Reunir crianças de diversos locais do mundo com o intuito de trocar informações e experiências e inspirá-las a vislumbrar possibilidades de um mundo e um futuro melhor. Jovens de diversos países, divididos em equipes se encontram na Polônia, onde ficam hospedados em casas de voluntários, durante o período apresentam seu projeto artístico, participam de debates e da criação de um espetáculo que reúne todas as equipes.

A troca artística aproxima as crianças e suas culturas, mostrando que existem muitas possibilidades de existir e trocar. Expressar sobre como é a vida no seu país de origem traz um entendimento maior por parte dos jovens. Coma orientação de facilitadores, os jovens participantes também são apoiados para ensinar e liderar uns aos outros, incentivando-os a trocar ideias, habilidades e abordagens. Os participantes são apoiados para descobrir seu próprio potencial e valor, o que aumenta a sua confiança e aspirações.

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Cantareiros e a solidariedade por meio da música

Levar alegria, bem-estar e afeto para pessoas em necessidade, através do canto em grupo. Contribuir para a humanização dos tratamentos hospitalares, e elevação da auto-estima e da esperança de idosos e crianças em necessidade é o objetivo do projeto social Cantareiros. O grupo iniciou em 2007 com 7 cantores sob a direção de Jules Vandystadt. Os participantes do projeto se reuniram para levar por meio da música, conforto e alegria, em asilos, hospitais, creches e orfanatos. As apresentações ocorriam principalmente no período do natal, no mês de dezembro.

Dez anos depois o grupo conta com aproximadamente 170 cantores e instrumentistas que se apresentam em muitos locais espalhados pelo Rio de Janeiro. As visitas deixarem de ser realizadas somente no período do natal e se estenderam aos demais meses do ano, afinal solidariedade não tem data para acontecer e quanto mais melhor. Dezembro continua sendo uma “maratona natalina”, pois os pedidos de visitas às entidades só cresce, indo à todas as zonas da cidade. Os arranjos diferenciados, a competência musical aplicada nas canções clássicas de natal, músicas brasileiras e estrangeiras destacam a qualidade e preciosismo do trabalho voluntário desse grupo de cantores.

“Enquanto idealizador eu sinto orgulho do projeto, comecei em 2007 com pouco cantores, e é impressionante como ele cresceu em 10 anos, vejo o Cantareiros como meu projeto de vida. Gostaria de ter uma sede, transporte, ter cursos de musicalização para pessoas com necessidades especiais, e espalhar essa marca para outros tipos de assistência sempre com relação à música, pois a premissa nossa é levar a música pra humanizar os tratamentos médicos, os cuidados de idosos e crianças”, ressalta Jules Vandystadt.

Grupo Cantareiros | Cantareiros e a solidariedade por meio da música
Imagem: Acervo Grupo Cantareiros

Com o objetivo de espalhar amor e solidariedade através do canto, para o máximo de pessoas possíveis, dentro e fora do Rio de Janeiro. Para eles, a música como veículo terapêutico de bem-estar e cura, a solidariedade enquanto caminho de humanização e auxílio, o canto como ferramenta de conexão e afeto, e quem dirá ao contrário ao ouvir a primeira nota?!

“Pra esse ano, após a oficialização da Ong, esperamos dar conta das propostas que vem aparecendo e fechar parcerias para e expandir o projeto Cantareiros pra várias cidades do país e até mesmo para fora do Brasil”, pontua Jules Vandystadt.

Ao longo de 10 anos o grupo Cantareiros já realizou mais de 300 visitas, sendo mais de 51 no ano de 2016. Pretendem expandir as atividades do grupo cada vez mais, em âmbito nacional.

O projeto foi indicado ao Prêmio Extraordinários 2014 (Jornal EXTRA) na categoria saúde. A premiação contemplava iniciativas sociais de pequeno porte, mas de largo alcance, que visam melhorar a qualidade de vida da comunidade. A próxima apresentação será no Hemorio, dia 26 de abril, pela manhã. Para saber como colaborar com o projeto e agendar visitas basta acessar o site – Cantareiros.

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PreparaNem – curso pré-vestibular para pessoas transexuais

O projeto PreparaNem é um curso pré-vestibular, preparatório para o Enem e concursos públicos, voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O foco principal do projeto são travestis, mulheres transexuais, homens trans e pessoas transgêneros, que diversas vezes são excluídas do convívio social, escolar e familiar, perdendo a oportunidade de dar continuidade aos estudos. Os municípios da região leste fluminense como: Niterói, São Gonçalo, Magé, Maricá e Rio Bonito são o foco do PreparaNem Niterói.

Ano passado cerca de 60 alunos foram beneficiados pelo curso, sendo 18 no polo de Niterói. Os professores são colaboradores, voluntários, e suas aulas são ministradas na sede do GDN – Grupo Diversidade Niterói e GTN – Grupo Trans Diversidade Niterói, facilitadores do curso.

Diana Conrado, aluna do PreparaNem | PreparaNem – curso pré-vestibular para pessoas transexuais
Imagem: Acervo PreparaNem

Só em 2016, foram cerca de 60 (sessenta) pessoas/alunes beneficiadas pelo PreparaNem, sendo 18 (DEZOITO) no pólo Niterói. Todos os nossos professores e colaboradores são voluntários e ocupamos atualmente a sede do GDN e GTN, que são os nossos facilitadores nessa empreitada e que constroem e mantém o PreparaNem Niteroi.

“Manter os alunos no curso é uma grande empreitada, pois alguns trabalham na noite e muitas vezes vão direto da aula pro trabalho, ou chegam cansados, no entanto, o desafio em si é este, mesmo com as dificuldades existentes, poder proporcionar junto com os participantes do curso a evolução de cada um e uma inserção nas escolas, cursos e universidades, culminando na chegada ao mercado de trabalho”, afirma Bruna Benevides, a coordenadora do projeto.

Ano passado em Niterói, as aulas iniciaram com 6 alunos, chegaram a 18 e terminaram com 9, aumento de 50% na procura e participação, contrariando os índices altos de evasão escolar que vem ocorrendo em todos os pré- universitários sociais.

Resultados oficiais sobre o ENEM 2016 das pessoas beneficiadas com o PreparaNem Niterói:

  • 3 pessoas aprovadas na UFF – SISU
  • 1 pessoa na PUC – PROUNI e na UFF – SISU
  • 1 pessoa em Concurso público

Se antes não havia nenhuma oportunidade de concorrer com os privilegiados, os exemplos acima enchem de alegria e esperança de dias melhores os colaboradores do projeto e demais alunos. Conscientizando a população da necessidade de se lutar contra a Transfobia, transformando as estruturas educacionais que hoje são excludentes e opressoras.

Aluna do PreparaNem | PreparaNem – curso pré-vestibular para pessoas transexuais
Imagem: Acervo PreparaNem

O PreparaNem Niteroi foi indicado para concorrer a Medalha Paulo Freire 2017, pela atuação no combate ao analfabetismo, inclusão escolar das pessoas Trans e luta pelos direitos humanos. Para se manter foi criada uma campanha para arrecadar fundos para o projeto “PreparaNem Niteroi – Curso Pré Vestibular/ENEM”. A arrecadação servirá para compra de materiais auxiliares na manutenção e em especial para custear passagens de alunos. Que tal pensar no assunto, a atitude foi tomada, colaborar também faz parte: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/preparanem-niteroi.

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Projeto social para crianças do Rio – A Arte Salva

O aumento na produção mundial de lixo tem crescido muito e preocupado especialistas pelo alto número de resíduos despejados na natureza. Reciclar é um bom caminho, entretanto, nem todos os locais tem coleta seletiva. E nem todas as pessoas separam os resíduos. Os lixões a céu aberto ainda existem e deles  é retirada a subsistência de muitas famílias e crianças. Com o intuito de modificar a vida desses jovens o Projeto A Arte Salva busca por meio do lúdico, da pintura, levar até eles esperança e possibilidades de mudança social.

Algumas novelas já retrataram a realidade nessas áreas, como o caso de Avenida Brasil em reprise recente na Rede Globo. Um dos núcleos se passavam no antigo maior lixão da América Latina, de Gramacho em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Nas cenas eram vistas crianças catando lixo para ajudar a família com a venda de plásticos, metais e semelhantes, ou até mesmo na busca por comida e roupas. A ficção mostrando a realidade vivida pelas crianças da comunidade do entorno.

Materiais de pintura espalhados por uma mesa | A arte salva
Imagem: Acervo Projeto A Arte Salva

 

Em julho de 2015 o projeto iniciou formalmente, no entanto, a criação data de 2012 quando a coordenadora Karina Duartte conheceu Brayan. Ela acompanhou o desenvolvimento do menino, morador do Jardim Gramacho, até o dia em que ele e a família ganharam uma casa.  Brayan pintou suas mãos na parte de fora de casa. Ao ser chamado de artista pela nova amiga, pediu mais tintas para criar. Dessa relação lúdica surgiu a ideia de levar para as demais crianças a possibilidade de crescimento pessoal.

Ao todo já foram realizados pelo projeto nove aulas de arte, com aproximadamente 500 telas pintadas, 70 colecionadores e mais de 160 participantes. O apoio às crianças da favela 4 Rodas vai evoluindo, junto da oficina são doados agasalhos, livros, materiais escolares, além da contínua formação de colaboradores para ampliar a linha de troca e apoio às crianças do local.

“É uma luta diária  incentivar as pessoas a se tornarem voluntárias. É essencial que os cidadãos se conscientizem da importância do trabalho voluntário. Muitas pessoas desconhecem outras realidades e problemas. Precisamos de todas as formas de doações.  Vibramos verdadeiramente quando, além do apoio material, também vem a presença física. O sorriso, o abraço fazem toda diferença na vida das nossas crianças. Quem se disponibiliza a participar das nossas ações pela primeira vez, sempre quer voltar. É um amor renovador e transformador”, completa Karina.

Senhora com um cocar pinta o rosto de uma criança | A arte salva
Imagem: Acervo Projeto A Arte Salva

Como fazer parte:

Toda pessoa pode participar entrando em contato pelo e-mail [email protected]. Para ajudar pode-se fazer uma doação de qualquer valor por meio da vakinha online. E adquirindo o Kit Distribuindo Sorrisos que contém um quadro pintado com todo amor pelas crianças + 1 camiseta do projeto. O kit custa R$100,00 Informações pelo e-mail: [email protected].

Diversos artistas apoiam e incentivam o Arte Salva: Mariana Ximenes, Rafael Cardoso, Carla Salle e Hélio de La Peña, Sergio Penna e o Rapper e ativista social Mv Bill.

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Cegas em ação

Pequenas atitudes são um grande gesto. Duas meninas cegas criaram um canal no Youtube pra falar de coisas de meninas, coisas gerais e também mostrar como encaram a deficiência visual. No canal Cegas em Ação, Lorena Spoladore e Gabriela Vieira falam de muitos assuntos, e principalmente sobre a cegueira, como lidam com ela e como as pessoas lidam com elas por serem cegas.

Lorena é atleta paralímpica e perdeu a visão gradativamente desde os primeiros dias de vida em consequência de um glaucoma congênito. A família de Lorena mudou-se para Goiânia em busca de tratamento, mas aos 4 anos ela já tinha 95% da vista comprometida. No Rio 2016, subiu ao pódio duas vezes: um bronze no salto em distância e uma prata no revezamento 4x100m livre T11-13 ao lado de Terezinha Guilhermina, Thalita Simplício e Alice Correia.

cleo-atitude-cegas-em-acao

Agora o mais novo desafio para a atleta e Gabriela é mostrar para as pessoas sem deficiência e com deficiência, como levar a vida de forma mais alegre, mostrando o ponto de vista delas em temas polêmicos com o primeiro vídeo do canal onde conversam sobre como é serem chamadas de cegas, ou ainda noutro vídeo, em que falam sobre sentimento de pena e felicidade.

Ter um canal para tratar de temas assim, com representatividade é atitude pura. Que tal aprender um pouco mais com a meninas?

Vídeo do Canal

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Reverberações

Dá água doce chegam as boas notícias de 2017, alunos da escola básica de São Francisco (uma das zonas mais áridas e pobres de Cabo Verde) puderam beber água boa, tratada, por meio do projeto Água nas Escolas. Em janeiro de 2016 Cleo esteve na cidade para implantar o projeto piloto de levar água potável a três escolas secundárias: Napoleão Fernandes (Santa Catarina de Santiago) e Alfredo da Cruz Silva em Santa Cruz e o Pólo do EBI do Lavadouro. Utilizando recursos próprios, ela retornou a Cabo Verde para cumprir uma promessa realizada em 2013, quando afirmou que ajudaria o local.

Cabo Verde

A escola São Francisco não havia sido contemplada com a implantação de água potável no início do projeto, devido ao orçamento. No entanto, a realização foi possível por causa da diferença cambial e reajuste orçamentário com o empreiteiro das demais escolas. Foi economizado cerca de 5.000 USD que foram aplicados nesta solução mais barata, mas eficiente para esta escola que tem 250 crianças.

Esta era uma das surpresas para Cleo, afirma Glória Ribeiro, Secretária Executiva. A inauguração deste bebedouro com quatro torneiras, abastecido por um depósito de 2 m3 de capacidade, com filtro de água acoplado e abastecido por caminhão cisterna, enquanto a rede municipal de água não chega até a escola, projeto que será iniciado em breve.

Lindo

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Transfobia

Será que estamos perdendo a humanidade? Ainda dá tempo de sermos humanos? O que nos torna diferentes? O que nos torna iguais?

São muitas perguntas, muitas respostas, muita falta de respostas e também muita falta de ação. A sociedade vem se transformando radicalmente ao longo dos anos com as modificações sociais e inserção de novas tecnologias no nosso cotidiano, no entanto algumas coisas parecem não sofrerem alterações. Vivemos um tempo fragmentado, cada um por si no mundo capitalista, vivemos o momento das tribos, falamos com os iguais e por afinidades. O que fazemos com o que diverge ou difere de nós? Precisamos reaprender a dialogar, e humanizar.

O Brasil tem um dos maiores índices do mundo de pessoas transsexuais assassinadas segundo a ONG Transgender Europe. O último Relatório de Violência Homofóbico data de 2013, para investigar as estatísticas é preciso encontrar meios alternativos de captar essas informações. Só em 2016 foram aproximadamente 300 casos de homofobia onde 127 eram transexuais, trangêneros e travestis. As causas mortis, as mais variadas e cruéis possíveis – asfixia, facadas, pauladas, pedradas e tiros, sem contar as inúmeras atrocidades realizadas durante os crimes.

Bruna Benevides, 37 anos, casada, militar, militante LGBT e Ativista Transfeminista, Secretaria de Articulação Política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), ressalta que no brasil não há nenhuma lei pro LGBT, apenas resoluções, portarias e decretos que visam, minimamente, trazer um resgate do que o movimento LGBT e Trans tem tido ao longo de todo o processo de debate e emancipação dos corpos, e empoderamento frente as discussões de identidade de gênero.

“Fica complicado pra nós lutar por qualquer direito se o direito principal, que é o direito à vida, nos está sendo negado. Falo disso por causa da nossa maior luta, a sobrevivência. Hoje não conseguimos nem sobreviver. A estimativa de vida de uma pessoa trans é de 35 anos, enquanto do restante da população é de 79 anos. Existe uma perda ou um roubo de 44 anos da nossa existência, então hoje nem se consegue sobreviver, afirma Bruna.

Qual seria a solução para esse tipo de crime? Criação de leis? Punições mais severas? Questionado sobre isso o Deputado Federal Jean Wyllys falou sobre o tema para o site. Segundo ele a solução, além de medidas imediatas de políticas públicas de segurança que os governos deveriam tomar, usando as leis que já existem, para prevenir e investigar esses crimes para que não fiquem impunes, precisamos produzir uma mudança cultural profunda na sociedade. Não é uma resposta fácil, leva mais tempo, mas é a única solução.

“Cada vez que um pastor evangélico fundamentalista ou um deputado fascista usa os veículos de comunicação, o culto religioso, a tribuna do Congresso ou as redes sociais para fazer discurso de ódio contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, milhares dos seus seguidores se sentem legitimados para espancar, praticar bullying, insultar ou simplesmente matar. O discurso de ódio desumaniza seus alvos, torna-os “matáveis” porque diz que suas vidas não têm o mesmo valor que outras. O crescimento desses discursos sempre vem acompanhado de um crescimento da violência, que na maioria dos casos fica impune, ressalta Jean.

Para Bruna é preciso se falar também, sobre exclusão, que se dá a partir de pais que não estão preparados para esta discussão e isso se reverbera e se perpetua na sociedade como algo realmente ignorante, no sentido de ignorar. Esses pais expulsam de casa, em média aos 13 anos de idade, essas pessoas que automaticamente vão perdendo a chance de se lançarem em qualquer carreira e se inserirem na sociedade, pois a escolaridade é retirada no momento em que vão para as ruas. A gente vê na escola, uma reprodução fiel do que a sociedade tem feito com essa população, a escola não está preparada para nos receber, afirma.

Bruna
Bruna Benevides
Foto: João Monteiro

Recentemente o assassinato de Dandara dos Santos, 42 anos, em fortaleza no Ceará, por um grupo de cinco jovens repercutiu nacionalmente por meio de um vídeo que viralizou na internet onde os acusados realizavam atrocidades com ela, culminando em seu assassinato, não aparente no vídeo. As manifestações de indignação tomaram conta dos veículos de comunicação e redes sociais, e a visibilidade a essa causa tem tomado maiores proporções, mas muito ainda há pra ser feito. Assim como o caso de Dandara, diversas outras transexuais tem morrido pelo Brasil e os casos, alguns não solucionados, outros enquadrados em penas comuns, outros pouco esclarecidos precisam ser resolvidos de forma assertiva e justa.

Dandara foi vítima de transfobia
Dandara dos Santos
Foto: Reprodução da Internet

Para que esses crimes parem de acontecer é necessário mudanças primeiramente nas escolas, que precisam ter programas de prevenção do bullying LGBT-fóbico e educar contra o preconceito e a discriminação, fornecendo informações verídicas sobre sexualidade. Em segunda instância reconhecer o direito das pessoas trans. O Congresso Nacional deve aprovar a lei de identidade de gênero “João Nery” e a lei de casamento civil igualitário. Toda a experiência internacional mostra que a afirmação de direitos diminui a violência, os suicídios, a discriminação e o preconceito social, ressalta o Deputado Jean Wyllys.

E em terceiro lugar, porém não menos importante, é preciso um pacto nacional para isolar a questão, em outros países a defesa da cidadania LGBT não é uma questão partidária, de direita ou de esquerda, e sim consenso nacional. É preciso voltar para o humano, deixar de lado crenças e demais ideologias que possam segmentar, e pensar e agir de forma que os direitos para estes seres humanos sejam assegurados. Algo simples e que tem sido tão difícil no país, o direito sobreviver, de viver dignamente, humanamente.

*Imagem de capa da matéria – Wes Nunes

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Veículo sustentável substitui carroças

Um país grande como ainda possui grandes diferenças sociais e estruturais que aos poucos, com a colaboração geral podem ser diminuídas. Pra quem é dos grandes centros urbanos muitas vezes não vê por aí, rua a fora carroças puxadas por cavalos à cata de lixo. No entanto isso é bem comum em cidades de menor população, e em extremos do país.

Para se sustentar, algumas pessoas ganham dinheiro vendendo parte do lixo que sai das casas, como papéis e garrafas plásticas. Para levar esse material utilizam carroças puxadas por cavalos. Tem gente que acha que isso maltrata os bichos. Outras pessoas reclamam que as carroças atrapalham o trânsito porque andam muito mais devagar do que os carros.

Carroças de lixo René Caberales
Reprodução da Internet

O trabalho é digno e necessário, já que na maioria das vezes os sistemas urbanos de coleta e reciclagem não dão conta da grande produção de lixo nos dias atuais. Agora, a utilização de carroças puxadas por cavalos tem se tornado cada vez mais preocupante. Os animais sofrem mal tratos provenientes do freio (aparelho de metal onde prendem as rédeas, que ditam a direção a ser seguida, assim como freio), provocam úlcera, prendem a língua deles; muitos se tornam fracos, tem alimentação deficitária, carregam sobre carga, o que gera em grande parte, a morte.

Iniciativas surgem pelo país. Diversas regiões e estados sancionam leis que proíbem o uso de cavalos nesse processo. Mas o que fazer com quem trabalha e necessita dessa renda? E mais, nós também precisamos que este trabalho exista. Proibir o uso dos animais na coleta de lixo precisa vir acompanhada de uma ideia que proporcione aos trabalhadores sua renda, auxilie os animais e mantenha o serviço urbano.

Carroça de Lixo
Reprodução da Internet

Algumas alternativas vem surgindo em pontos do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e Alagoas, a utilização de híbridos de bicicletas e carregadores acoplados. Esse meio de transporte recebe diversos nomes, mudando de local para local. A ideia é ótima, viabiliza o trabalho e libera os animais, mas existe o custo dessa troca de meio de transporte, aí entra a ação das Ongs em prol dos animais, empresas e até mesmo órgãos responsáveis, que se unem para melhor auxiliar no processo.

Há muito que ser feito, debatido, e executado para que isso ocorra. E nós podemos pensar de que forma ajudar.

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