Pimpolhos da Grande Rio

A Pimpolhos da Grande Rio é uma Escola de Samba Mirim e ONG que tem como objetivo promover a inclusão social e educar através da arte, da cultura e do carnaval. De Duque de Caxias, no Rio, o trabalho realizado por eles vem desde 2003 modificando a comunidade e auxiliando os jovens e crianças do local. Realizam trabalhos Lúdico-pedagógicos na plataforma Escola de Carnaval, abrindo espaço para debates e reflexões. A importância do reaproveitamento e o uso consciente dos materiais também é chave do processo criativo, e as atividades são desenvolvidas em cima de valores fundamentais para a formação dos jovens e suas famílias, como o respeito ao meio ambiente, a colaboração e o espírito de equipe.

Dandara Vianna, 19 anos, participa da Pimpolho desde os 7 anos de idade, começou desfilando em alas da escola e depois passou a ser Porta-bandeira, devido um problema no joelho passou para a auxiliar na harmonia. Por meio da Pimpolhos aprendeu inglês, se tornou guia de turismo e anda estuda para ser bailarina. O que a Pimpolhos tenta é mostra para as crianças que a arte pode torná-las pessoas melhores, pois muitas crianças vem de comunidades muito carentes. A escola as aproxima de outro universo, mostrando que elas podem ir além.

“Sendo mulher e negra nessa sociedade temos pouco espaço e a Pimpolho mostrou que posso ter voz. Me mostrou que posso um ser uma pessoa melhor. Eu posso não mudar o mundo, mas posso mudar o meu mundo ajudando algumas pessoas nessa minha caminhada e se isso acontecer a minha vida já vai ter valido a pena”, pontua Dandara.

Dandara, da Grande Rio
Dandara
Reprodução da Internet

Os projetos de educação e formação com objetivo de criar mecanismos de auto sustentabilidade para a Escola, profissionalizando jovens e adultos para trazê-los de volta ao mercado cultural são o foco dos organizadores. Atrelado a escola de samba mirim Pimpolhos existem diversos projetos sócio –educativos que sobrevivem de doações e recursos. Há 4 anos foi criado o projeto Carnaval Experience, com a proposta de mostrar e inserir pessoas de fora do universo do carnaval nesse mundo lúdico e divertido, além de ser mais uma forma de captação de recursos. Segundo a Diretora da Pimpolhos, Camila Soares, entender e propor este tipo de experiência de interação com a festa, e o que dela pode vir a surgir culturalmente, é importante para todos e provém do conhecimento de quem já está inserido nesse meio carnavalesco.

Escola Grande Rio
Reprodução da Internet

Com formação continua entre um projeto e outro dentro da escola as crianças crescem e se tornam parceiras de novos projetos. No Carnaval Experience as pessoas que trabalham são da comunidade ou pimpolhos que crescerem e se tornaram guias, professores de percussão, auxiliares de figurino, maquiagem, entre outras diversas funções. Assim se dá a continua conexão com o mercado de trabalho. Os recursos arrecadados com são divididos entre a Escola de Samba Pimpolhos, JLC Carnaval e Arte, Grande Rio e Carnaval Experince, possibilitando a continuidade dos trabalhos sociais e educacionais.

Camila Vidaurre Soares, presidente da Pimpolhos, há 14 anos na frente da escola de samba afirma que o trabalho sócio educativo junto da Pimpolhos veio do lado familiar, por meio do pai que é um dos fundadores da Grande Rio.

“Orgulho puro. A gente se envolve com eles e eles crescem, viram nossos filhos amigos, irmãos, vai virando uma grande família. Vão vindo outros jovens, é maravilhoso esse ciclo. Ver a galera crescer e poder trabalhar a autoestima das pessoas através da arte e da cultura fazê-los acreditar no potencial delas e iram atrás de seus sonhos, independente das condições as quais estejam inseridas”, ressalta orgulhosa Camila.

Camila, da Grande Rio
Camila
Reprodução da Internet
Inscreva-se na Newsletter do site da Cleo

Adote um aluno

Com as dificuldades do Projeto Capão Cidadão, em São Paulo, para manter o seu funcionamento, surge o Adote um Aluno, que vem da vontade de proporcionar as crianças carentes a possibilidade de estudar. Observando o projeto, adotar um aluno é uma boa solução para que pessoas possam se voluntariar e auxiliar as crianças, evitando que fiquem na rua enquanto seus pais trabalham. O formato é simples, básico, você paga uma mensalidade, durante um ano e este valor, que é de R$75,00 (setenta e cinco reais) vai garantir o estudo de um aluno nesse período.

São em torno de 120 crianças, de 4 a 14 anos a serem beneficiadas. Elas ficam no Capão Cidadão em seu período de contra turno escolar (turno oposto ao que estudam na escola) e têm atividades extracurriculares, reforço escolar e aulas de ballet, artes, futebol e diversas outras. Para elas é assegura duas refeições diárias, café da manhã e almoço ou almoço e café da tarde.

Para participar basta entrar em contato pelos e-mails – [email protected] e [email protected] Faça parte você também.

Inscreva-se na Newsletter do site da Cleo

Museu e acessibilidade

Por: Anderson Shimamoto

Tornar um museu acessível parece ser difícil à primeira vista, porém os educadores do Museu de Arte Sacra de São Paulo encontram diariamente soluções práticas e simples para que todos tenham acesso e as mesmas oportunidades de usufruir deste espaço cultural.

Desde 2009, baseando-se nos princípios do desenho universal e em três dimensões da acessibilidade: atitudinal, metodológica e comunicacional, são desenvolvidos roteiros e confeccionados materiais de apoio, maquetes, jogos e contações de história que estimulam a percepção do acervo de maneira lúdica, crítica e reflexiva para que os públicos infantil, jovem, adulto, idoso, pessoa com deficiência e em vulnerabilidade social sintam-se pertencentes ao local.

Jardim do Museu de arte sacra de São Paulo

Estas ações são multiplicadas em encontros para professores, estudantes e profissionais de turismo além da participação plena na Virada Inclusiva, Mostra de Museus e oficinas sazonais para o público espontâneo. Recentemente, por meio da rede social Twitter, o público virtual também pode conhecer o museu de forma acessível. As postagens com a hashtag #ObradaSemana, em que são explorados diferentes aspectos sobre o acervo da instituição, são traduzidas para a língua inglesa, além de contarem com a descrição de seus conteúdos a fim de se tornarem acessíveis para o público com deficiência visual para além de estimular o olhar do público vidente.

Maquete do Museu de arte sacra de São Paulo

Estes recursos atitudinais criados pelos educadores despertam nos visitantes o gosto de frequentarem museus. Cada vez se torna mais frequente avistarmos crianças que regressam com suas famílias e visitantes com deficiência que retornam com grupos de amigos.

Você já está convidado para conhecer o Museu de Arte Sacra de São Paulo e suas ações educativas.

Serviço:

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS)
Avenida Tiradentes, 676 . Bairro da Luz, São Paulo.
Horário: terça a domingo, das 9h às 17h
Ingressos: R$6,00 (inteira); R$3,00 (meia)
O MAS tem entrada gratuita aos sábados e estacionamento gratuito na Rua Jorge Miranda, 43.

Inscreva-se na Newsletter do site da Cleo