Beleza

Tatuagem: desejo e rebeldia

Carregar sua história na pele, preservar momentos e sensações vividas, desenhar no corpo é tão antigo quanto à história da humanidade. Diversas tribos faziam marcas na pele com o intuito de cura, rituais religiosos, marcação de prisioneiros e escravos, ornamento e até mesmo camuflagem. O símbolo de rebeldia trazido pelo ato de tatuar o corpo diminuiu, no entanto ainda existe. Jovens e adolescentes fazem tatuagens de todos os tipos, das mais engraçadinhas as mais conceituais.

A primeira tatuagem da Cleo foi feita aos 16 anos com junto com a amiga Roberta, foi um símbolo chinês que significa “dar amor”, de lá pra cá outras tatuagens já estão espalhadas por diversos lugares do seu corpo. E a vontade de fazer mais continua.

“Eu gosto de tatuar essa coisas, parece que elas se fundem com meu organismo e ficam mais orgânicas dentro de mim. Quando eu lembro que tenho isso na minha pele eu penso- cara eu tenho isso na minha pele, essa tinta entrou no meu sangue, então eu sou isso também”, Cleo.

História da Tatuagem

A tatuagem não era bem aceita socialmente até poucos anos atrás. Hoje já não é mais reduzida a modismo entre os jovens, punks, marinheiros e até mesmo tida como coisa de presidiário. Alcançou status de arte por meio de tatuagens cada vez mais elaboradas e com técnicas avanças de produção. A tatuagem passou por vários processos até chegar ao que conhecemos hoje. No oriente a técnica deixou de ser usada com o fortalecimento do cristianismo.

A tradição só foi redescoberta em 1769, quando o navegador inglês James Cook realizou sua expedição à Polinésia e registrou o costume em seu diário de bordo: “Homens e mulheres pintam seus corpos”. Na língua deles, chamam isso de tatau.

“Faço as tatuagens, porque elas são como uma lembrança de coisas que eu quero sentir e que eu quero ser. Elas me dão força, além de eu olhar pra elas e lembrar, eu acho esteticamente lindo. Tem uma coisa ancestral pra mim, um poder,” Cleo.

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